domingo, 4 de junho de 2017

O hábito da poupança


Napoleon Hill foi um escritor americano famoso na área de realização pessoal no século 20. Ele estudou as características comuns nos hábitos e nas personalidades dos homens que triunfaram em sua época, como Andrew Carnegie, John D. Rockfeller e Thomas Edison e as publicou em seus livros para que pudessem ser desenvolvidas por quem desejasse. Em um de seus livros mais famosos, A Lei do Triunfo, ele dedica um capítulo inteiro para falar do hábito de poupar. O que mostra que poupar era um hábito dessas pessoas.

Separei alguns significados bem interessantes da palavra poupar: Despender com moderação; economizar, evitar, tratar com indulgência; não fazer mal a, pôr a salvo; subtrair, viver economicamente; evitar despesas; economizar,. proteger-se (de esforço, incómodo) e esquivar-se (a coisa desagradável). Em momentos de crise econômica como a que estamos vivendo no Brasil, em que muitos trabalhadores estão ficando desempregados e com dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho, o tema é bem relevante.

Por outro lado, aqui no Brasil não temos o hábito de poupar e o pior, muitas vezes isso é visto como algo ruim. Crescemos escutando frases do tipo "Pra que guardar dinheiro? A gente não leva nada para o caixão. E se eu morrer amanhã? Caixão não tem gaveta". Além disso quem guarda dinheiro é taxado de avarento e mão de vaca. Mas e se não morrermos amanhã?
  
Poupamos muita coisa na vida, sacrificando alguma coisa no presente para alcançar algo grande no futuro. Poupamos tempo de prazer trabalhando em algo que nos trará experiência, resultado e retorno financeiro. Para se formar é necessário poupar tempo de diversão com muito estudo e esforço. Quando fazemos uma dieta alimentar nos privamos de algumas comidas saborosas para termos mais saúde no futuro. Guardar dinheiro segue a mesma lógica.

Quando poupamos nossa renda, nos protegemos das oscilações da economia, dos altos e baixos do mercado e tomamos decisões na carreira de forma mais livre. Sem se importar com a falta do salário no final do mês. E criamos condições para comprar ou reformar uma casa e investir em empreendimentos pessoais.
 
Muita gente não poupa por falta de conhecimento, de educação financeira e pela falta da metodologia correta de gerenciar as finanças. Por isso acabam vivendo no modelo "desejar, comprar a prazo no crédito e pagar juros", no lugar do modelo "investir, aumentar o capital ganhando juros e comprar à vista com desconto".

Mas como poupar se não sobra nada no final do mês? A poupança está muito mais relacionada com a criação de um hábito e um modelo mental do que com ter dinheiro sobrando. Diferente de investir que está mais relacionado com o conhecimento técnico de onde buscar o melhor rendimento dentro das opções do mercado. Para ensinar o hábito da poupança eu recomendo três livros: Pai Rico e Pai Pobre, O Homem mais Rico da Babilônia e Os Segredos da Mente Milionária. O que eles tem em comum é que todos ensinam que uma poupança é construída principalmente com o hábito de guardar uma pequena porcentagem do salário todo mês durante muitos anos.


 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tempo de resposta



Por que uma pessoa parece enrolada? Creio que um profissional demora para atender a uma solicitação por dois aspectos, ou ele está inseguro ou está muito ocupado. E quem não gosta quando uma pessoa nos da respostas rápidas e objetivas? Que nos atende quando precisamos? 

Me lembro de um mestre de obras que me fascinava pela disponibilidade que ele tinha para nos atender. Entregava rápido o que lhe era pedido, apesar de ter tantas coisas para fazer. Por outro lado, havia um outro profissional que normalmente não conseguia atender a tempo o que lhe era pedido. Esse último também era um ótimo profissional, mas havia um desequilibro com uma ou com as duas características citadas acima. 

A segurança é conquistada com muita preparação para a função desempenhada. A experiência possibilita o desenvolvimento desse requisito. Quando se trabalha muito tempo em uma mesma função, naturalmente se desenvolve um rápido tempo de resposta. Mas normalmente, devido às mudanças do mundo corporativo, o profissional tem que se diversificar e atuar em funções diferentes. Com isso o seu tempo de resposta é reduzido, o que pode soar como insegurança. Mas por outro lado, fazer coisas diferentes aumenta a empregabilidade do profissional. Além de trazer uma série de benefícios para a empresa e para a pessoa. Nesses casos, quando se inicia uma atividade nova, é necessário mergulhar de cabeça para se conseguir um nível mínimo de segurança em um curto período de tempo. 

A disponibilidade é conseguida com uma boa organização do tempo, planejamento das tarefas, disciplina, foco e autoconhecimento. É necessário se conhecer para saber em quanto tempo conseguirá responder às demandas que nos são solicitadas. É necessário também saber dizer não quando não puder ajudar. E finalmente, é necessário renunciar a algumas oportunidades para não comprometer o seu tempo de resposta e a sua performance nos projetos já em andamento. Para quem gosta de fazer várias coisas, esse último item talvez seja o mais difícil. Ele deve ser compensado por meio do desenvolvimento dos pontos citados na primeira frase desse parágrafo. Ou seja, com mais disciplina e organização do tempo é possível aumentar a produtividade e realizar mais coisas. 

Saber se posicionar e estar preparado para as demandas que surgem todos os dias é um grande diferencial para um bom profissional. E você como se organiza para não parecer uma pessoa enrolada? 

sábado, 11 de junho de 2016

0 dias sem acidentes




Nas boas empresas a segurança do trabalho é tratada com seriedade. Nas multinacionais se um acidente acontece em uma unidade da China por exemplo, ele é repercutido negativamente em todas as outras unidades. Podendo até mesmo impactar o valor financeiro de alguns benefícios pagos aos funcionários. Nelas existe uma cultura de prevenção de acidentes. Departamentos de saúde segurança e meio ambiente desenvolvem regulamentos e fiscalizam a sua aplicação. As informações são insistentemente transmitidas a todos os funcionários. Estes são incentivados a multiplicar essa cultura e a questionar a execução de trabalhos quando percebem que são inseguros.

Não importa o motivo para tanta preocupação. Talvez para não perder produtividade, talvez para que essas empresas possam participar de fundos de investimentos mundiais cujos requisitos sejam a segurança ou talvez para evitar as multas aplicadas pelo ministério do trabalho. O que importa é que para as empresas sérias isso funciona. Por isso elas exibem em suas unidades, logo na entrada, uma placa informando a quantidade de dias trabalhados sem acidentes com afastamento.

Por outro lado os atos de violência em nosso país são tratados de forma bem menos organizada. Poderíamos chamar de assassinatos com afastamento. Eles ocorrem com tanta frequência que falta espaço no noticiário diário para reportar tanta tragédia. Existem até programas de TV específicos para noticiar as barbáries. E na maioria das vezes assistimos passivos a tudo isso. Sem mudar em nada o curso normal de nossas vidas. A menos que aconteça com alguém próximo a nós.

A nossa placa de acidentes, ou melhor, de assassinatos com afastamento nunca saiu do zero. Ela é zerada todos os dias. As empresas já passaram por momentos assim no início da industrialização, onde as condições de trabalho eram piores e os acidentes mais tolerados. Comparando com países como Canadá e Japão, onde a taxa anual de homicídio por 100 mil habitantes é menor que 2, tenho a sensação que eles evoluíram enquanto nós seguimos vivendo nas condições da revolução industrial. Sem saber o que fazer para mudar esse quadro.


Como acontece nas empresas, entendo que deveríamos ser impactados por cada crime ocorrido na grande organização que fazemos parte e chamamos de país. Quem sabe uma paralização geral no dia seguinte a cada ato violento ou um pronunciamento do presidente? Não sei. Mas deveria ser algo que nos causasse um incômodo. Assim seriamos forçados a trabalhar na solução da diminuição da violência no nosso país. 

sábado, 30 de abril de 2016

Die with your boots on


"Die with your boots on" é uma expressão inglesa que se refere a morrer enquanto está na ativa. Lutando. Em português seria algo como "morrer de botas". Implica que não se desistiu aguardando a morte chegar.

Fontes dizem que a origem vem do velho oeste americano do século 19. Se referia aos cowboys que morriam na batalha.

Trazendo para a realidade do mundo corporativo, vivemos hoje um momento de crise econômica. Muitas pessoas estão sendo demitidas. Pessoas próximas a nós. Isso cria um clima de insegurança e desânimo. Nessas horas os naturalmente pessimistas ganham força com seus discursos desanimadores. A produtividade cai e a criatividade necessária à condução das mudanças e das soluções não aparece. 

As pessoas vão para o trabalho imaginando que aquele poderá ser o dia da sua demissão. Acabam gastando seu tempo em rodas de fofoca esperando pela nova profecia do apocalipse. 

E tudo isso me lembra a música "Die with your boots on" do Iron Maiden! Se você vai morrer, morra com as botas! No campo de batalha! Procure alternativas para a sua vida e para a sua empresa. Esqueça as profecias. Você também é responsável por fazer elas acontecerem. As suas ações podem mudar tudo!

Não vem ao caso perguntar quando vai ser. Não vem ao caso procurar a quem culpar. Se for para acontecer vai acontecer. Por isso se mova, Estude. Trabalhe. Viva um dia de cada vez e faça seu melhor.

Deixo adiante o link para a letra e o video da canção que motivou o texto. Cos if you're gonna die...!

http://www.vagalume.com.br/iron-maiden/die-with-your-boots-on-traducao.html








sexta-feira, 8 de abril de 2016

A Carreira Técnica dos Atores



Como construir uma carreira técnica bem sucedida em uma organização? Para tentar elucidar essa questão fiz uma análise da condução da carreira de ator, que considero técnica e valorizada. Médicos, advogados, bons professores e orientadores acadêmicos, também são bons modelos de profissionais da área técnica valorizados.

Antes, seguem minhas percepções sobre as carreiras técnicas e gerenciais:

Carreira técnica: Salários menores, variação horizontal, evolução lenta, menos status, falta de conhecimento sobre as possibilidades da carreira, profissional acomodado, submisso.

Carreira gerencial: Maiores salários, crescimento rápido, evolução vertical na hierarquia organizacional, mais status, mais informações sobre como evoluir na carreira, profissional automotivado, líder.

Na carreira de ator, não me parece ser comum a busca por cargos gerenciais, como de superintendente, diretor, planejador ou coordenador dentro de uma emissora de TV por exemplo. Os atores são focados nas suas carreiras técnicas de interpretar e representar personagens. Buscam se aperfeiçoar tecnicamente para crescer nessa carreira assumindo diferentes papeis em filmes e novelas. São talvez mais importantes para a emissora de TV do que os próprios administradores. Da mesma forma acontece com os médicos, creio que a maioria busca exercer a medicina e não administrar hospitais.

No mundo coorporativo, por outro lado, não é raro encontrarmos profissionais com o dilema entre seguir a carreira técnica ou a gerencial. Profissionais da área técnica que deveriam passar seu tempo se especializando, contribuindo e desenvolvendo suas habilidades, acabam se dispersando em busca da carreira gerencial. Isso acontece devido ao conceito negativo que existe com relação à carreira técnica e que já foi descrito no início do meu texto.
Esse cenário é prejudicial ao profissional, que acaba tendo uma carreira mal sucedida, e à sociedade, que deixa de produzir conteúdo técnico e cientifico que podem melhorar a qualidade de vida da população.

Segue finalmente a análise da condução da carreira de ator que pode nortear de forma comportamental os profissionais da área técnica: Fazem bons relacionamentos, participam de eventos sociais, programas de televisão e entrevistas para se manter em evidencia e conseguir bons papeis. Buscam evoluir na carreira passando de atores coadjuvantes, com papeis menos importantes para atores com papeis mais desafiadores até finalmente se tornarem protagonistas. Possuem postura de liderança, influenciam e desenvolvem de atores mais novos. São ótimos comunicadores, pois, além de atuar, precisam explicar seus papeis em entrevistas e programas de TV. Se preocupam com a imagem e com as roupas que vestem.

Atores são, portanto técnicos valorizados que não passam o tempo todo preocupados em assumir cargos financeiros e administrativos dentro da emissora. Assim também deveriam ser os que optam pela carreira técnica dentro das empresas. Deveriam ambicionar o desenvolvimento profissional e serem valorizados tanto quanto alguém que administra o negócio. 

sábado, 11 de julho de 2015

A Empresa Perfeita


A empresa perfeita era enxuta e todos os funcionários sabiam exatamente qual era o seu papel dentro da organização. Nela trabalhavam somente pessoas motivadas e qualificadas para exercerem suas funções. O organograma era simples e funcional. Composto somente das áreas estritamente necessárias para o seu funcionamento, era conhecido e entendido por todos.

Os horários de entrada e de saída eram flexíveis. Era permitido sair no meio do expediente para acompanhar o filho no médico, fazer exames preventivos ou resolver problemas pessoais, pois as pessoas trabalhavam para cumprir metas e não para cumprir horário.  Dessa forma os resultados não eram comprometidos. Os gestores transmitiam feedbacks transparentes e sinceros. A conquista dos resultados eram comemoradas e celebradas até mesmo com remunerações extras e não somente com “um tapinha nas costas”.

As férias podiam ser gozadas da forma que quisessem no período que quisessem, ou seja, por 30 dias corridos ou distribuídas ao longo do ano. Sempre alinhando as necessidades da empresa com as necessidades da família.

Além dos benefícios comuns como planos de saúde, participação nos lucros e previdência privada, havia uma creche dentro da empresa para que as mães ou os pais pudessem manter seus filhos recém-nascidos próximos a eles. Também era disponibilizada alimentação gratuita o dia inteiro. Além disso, a empresa incentivava e facilitava a compra de suas próprias ações, tornando cada funcionário realmente dono do negócio.

Os funcionários eram promovidos por meio de procedimentos claros e objetivos. Os diálogos eram muito transparentes. Dessa forma, cada um sabia exatamente como e porque alguém havia subido de cargo. Assim, o progresso dos colegas era valorizado e servia de inspiração. Todos se sentiam felizes e confortáveis sabendo que alguém capacitado estava atuando em um cargo que trará resultados positivos para todos na organização. Os salários eram compatíveis com as necessidades das pessoas e do cargo. 

Havia um centro de treinamento que oferecia cursos de capacitação.  Nele todos podiam se inscrever quando quisessem para o curso que quisessem. Do faxineiro ao diretor. Eles não eram oferecidos apenas a um grupo restrito de privilegiados. Inclusive os próprios funcionários eram incentivados a ministrar os cursos para os quais eram capacitados.

Os funcionários eram responsáveis, comprometidos e cumpriam a maioria das suas metas. Quando viam que não iriam conseguir cumpri-las, informavam ao gestor antecipadamente. Dessa forma ele lhes fornecia os recursos necessários para o seu cumprimento.  Não faziam fofocas, não sentiam inveja, não conspiravam contra a empresa.  Pelo contrário, eram gratos pela função que ocupavam. Possuíam um grande nível de autoconhecimento. Refletiam sobre seus papeis no mundo e na empresa. Os seus objetivos profissionais eram alinhados com seus objetivos pessoais.

Havia uma rotatividade saudável na hierarquia. Dessa forma ninguém ficava estagnado na mesma função, a menos que quisesse. Pelo contrário, as pessoas assumiam cada vez mais responsabilidades dentro da organização à medida que iam acumulando experiência.

Os chefes eram admirados pelos subordinados. Eram modelos de sucesso. Pessoas inteligentes que conheciam muito bem o funcionamento da empresa e do mercado. Também eram fábricas de novos talentos. Habilidosos no processo de treinar e desenvolver pessoas, ajudando-as a alcançarem excelentes resultados para a empresa e para suas próprias vidas.

Havia cumplicidade e parceria entre as diferentes áreas. Apesar dos conflitos naturais e saudáveis que havia entre elas, uma ajudava a outra a cumprir suas metas. Entendiam que o resultado de uma área contribuía para o resultado de toda a organização.  Cada funcionário colocava os interesses da empresa e do grupo acima dos seus próprios interesses, possibilitando a formação de equipes de alta performance. 

O ambiente de trabalho era seguro, limpo e organizado. As ferramentas de trabalho mais modernas eram oferecidas aos funcionários de forma a agregar valor e agilidade às tarefas. Os processos e os sistemas eram simples e úteis. Todos os compreendiam. Eles ajudavam a manter a excelência da organização.


Finalmente, as demissões eram entendidas como o fim de um processo de parceria em que a empresa e o funcionário contribuíram para o desenvolvimento de ambos. Se a empresa tivesse que despedir ela informava claramente os motivos da demissão e ajudava o funcionário a encontrar um novo emprego. Ela pagava uma consultoria para sua recolocação no mercado de trabalho. Da mesma forma, se o funcionário tivesse pedisse demissão, ele informava a empresa antecipadamente para que ela pudesse se preparar. Porém esse processo não era traumático, pois o funcionário indicava para o seu lugar quem ele treinou enquanto estava empregado. 

sábado, 23 de maio de 2015

"Hoje eu sei só a mudança é permanente"


Guilherme era um pacato funcionário de uma grande empresa multinacional.  Trabalhava há quatro anos na mesma área. Era casado, possuía casa própria, projetos de construir uma casa maior e tinha planos de ter filhos em breve. Enfim, sua rotina era estável e bem definida. Mas nem sempre foi assim. 

Acostumado a grandes mudanças, morou em dez cidades diferentes sendo três delas em outros países. Saiu cedo de casa para estudar na Universidade. Os encontros e as despedidas eram constantes na sua vida. Atualmente se lembrava desse passado distante com alegria enquanto aproveitava a previsibilidade que a sua rotina lhe trazia.

Entretanto, por um golpe do destino, se encontrava novamente nas águas revoltas dos mares da mudança. Talvez a vida quisesse lembra-lo de que “só a mudança é permanente”.

Apesar da sua estabilidade, ainda transmitia para as pessoas, mesmo que inconscientemente, um discurso aberto à mudança e carregava estampado na sua imagem, por meio das suas historias, o perfil de alguém disposto a empreender novos desafios. Por isso, foi escalado para trabalhar em um projeto ambicioso em outra área com duração de mais de um ano.

Fez um bom trabalho, muitos contatos, acumulou uma experiência extraordinária nos campos prático e teórico, aumentou sua capacidade de resiliência e de lidar com grandes responsabilidades. Como consequência foi convidado para uma vaga nessa nova área.

Alegrou-se no início, pois seria uma oportunidade de mudar e crescer na carreira, visto que não via mais condições de progredir onde estava. Motivava-lhe também a possibilidade de liberar espaço para que seus companheiros de trabalho mais novos avançassem nas suas carreiras com a sua saída. É importante manter pessoas experientes. São os guardiões dos históricos dos erros e dos acertos. Com isso os mais novos não perdem tempo reinventar a roda e a empresa mantém sua excelência. Porém, deve haver também espaço para a rotatividade. Ela motiva as pessoas criando uma condição para o progresso e melhoria das suas condições atuais.

Finalmente, mais um item se somava aos fatores positivos da vaga, lhe permitiria mudar de atividade sem mudar de empresa. Ele leu nessas revistas especializadas em carreira que é ruim para a imagem do profissional ficar no mesmo emprego por mais de 5 anos. Passa a impressão de acomodação. Porém, para quem quer construir uma carreira sólida e não quer pular de galho em galho, mudar de setor dentro da mesma empresa é suficiente para afastar a imagem de acomodação.
O que Guilherme não contava era que a vaga seria para outra cidade. A alguns quilômetros de distância de onde morava com sua esposa e de onde tinha planos de construir raízes. Recusou e tentou voltar para sua antiga área. Porém como em um xeque-mate da vida real, ela foi tomada por uma crise sem precedentes.  Não havia mais espaço para ele lá. Seu antigo chefe lhe aconselhou a aceitar a nova vaga.


A partir de agora estará então de volta ao circuito, estrada, rodoviária, encontros e despedidas que ele tanto conhecia. Mas ele já não é mais o mesmo. A forma como atuará nesse ambiente será outra. Procurará um equilibro entre a adrenalina e a necessidade da mudança e a caretice e a escolha da estabilidade.  

domingo, 28 de dezembro de 2014

Diário de Obra



Mais um dia se inicia no canteiro de obras. Na entrada improvisada com uma guarita e dois portões, um para o acesso de pedestres e outro para o acesso de veículos, o vigia reclama da alta carga de trabalho logo pela manhã:

- "Tenho que fazer o crachá de duas pessoas, abrir o portão para a entrada de carros e ainda controlar o acesso dos pedestres. O computador está uma porcaria! Preciso de mais uma pessoa!"

Na reunião de DDS (diálogo diário de segurança), que é feita todos os dias antes dos operários iniciarem os trabalhos, um funcionário levanta a voz e reclama da comida do dia anterior. A técnica de segurança responde que a reclamação deve ser direcionada de forma organizada às pessoas realmente responsáveis. Mas não sei se ela foi compreendida. 

Depois de muitos meses é normal enjoar do tempero da comida. Na obra são servidas três refeições por dia, o café da manhã, almoço e o café da tarde. Se tiver turno da noite também é servido o jantar. 

O diálogo de segurança é importante para garantir que as regras de segurança, saúde e meio ambiente sejam atendidas. Com isso, diminui a ocorrência de acidentes.   

Um pouco depois, o faxineiro, preocupado com a ecologia, vê o cesto de lixo reciclável e comenta: 

- "Na lixeira está escrito bem grande PLÁSTICO e o camarada me joga uma casca de banana!" 

Além do faxineiro citado acima, trabalha na obra também o faxineiro Maxwell. Ele está tendo aulas com um dos técnicos de segurança para aprender a ler. Deixou a família no Piauí para trabalhar nas obras de São Paulo durante o período de entressafra da cana-de-açúcar. Seu objetivo é voltar para lá novamente na safra. Contou que lhe roubaram 200 "contos" por não saber ler. Disse que o colega foi ao banco depositar um envelope de dinheiro para sua esposa no caixa eletrônico. Depois recebeu uma ligação do próprio banco dizendo que o envelope estava em branco. Descoberto a falcatrua o colega disse que lhe daria 100 "contos", mas o faxineiro deixou para lá. Disse que iria considerar que gastou com bebedeira. Sendo que ele saía muito pouco do alojamento para evitar a tentação.

Enquanto uns fazem MBA, buscam experiências internacionais e estudam vários idiomas para romperem seus limites e alcançarem o desejado sucesso, outros ainda possuem como limitante o analfabetismo.  

Na hora do almoço os trabalhadores lotam seus pratos e enchem seus copos com um suco colorido e muito doce. Depois descansam acessando a internet nos seus celulares, jogando truco ou dormindo.   

Mais tarde se escuta de dentro do "contêiner", onde estão instalados os funcionários da área administrativa, o comprador com uma voz amigável fazer o primeiro contato com um fornecedor de equipamentos:

- "Boa tarde, tudo bom? Gostaria de falar com alguém da área comercial. Quero apresentar uma carta convite para adquirir um produto de vossa empresa".

Já é possível imaginar que após seis meses sua abordagem será diferente, mais ou menos assim:

- "Esse equipamento tinha que estar aqui ontem!! Eu já falei que dia 09 não é dia 10! Não vou pagar o aditivo do contrato..... Você já sabia desse custo..... Tinha que estar incluído....Vou cobrar multa por atraso....!!

Caminhando pela obra se escuta de longe o som do rádio de Rômulo. Um operário que trabalha o tempo inteiro escutando música evangélica no celular. É cego de um olho. Conta que foi de tanto apanhar do pai quando era criança. Diz que o perdoou, pois ele não sabia o que estava fazendo. 

No final do dia o técnico de segurança faz a sua última ronda. Ele é como um policial na obra. Fiscaliza se as normas estão sendo cumpridas. Encontra um grupo de funcionários trabalhando em cima de um muro sem o cinto de segurança. O diálogo transcorre mais ou menos assim:

- "Desce daí!! Não adianta colocar o cinto agora que eu vi que você estava sem cinto! Cadê o passaporte? Mostra! Passaporte vencido? Cadê a permissão de trabalho de vocês? Não tem? Cadê o selo permitindo o trabalho em altura? Não tem! Parem a atividade. Juntem as coisas todo mundo e me encontrem na área de convivência! da obra"!

E assim termina mais um dia. Em meio às estacas, aos blocos, ao concreto e das estruturas metálicas circulam as pessoas acumulando histórias e experiências de vida. 


sábado, 13 de dezembro de 2014

Os Vovôs do Rock'n Roll


Ver as lendas do Rock n' Roll subirem ao palco com mais de 70 anos de idade me faz refletir sobre a escolha certa da carreira. Será que um dia eles desejaram a aposentadoria? Parar de fazer shows, compor, ensaiar e gravar discos para curtir a família, viajar, descansar e tocar projetos pessoais? Pelo contrário, a impressão que eu tenho é que eles desejam morrer tocando, compondo, lançando discos, produzindo e criando.

Por outro lado, muitas pessoas trabalham a vida inteira sonhando com o esperado dia da aposentadoria. Trabalham  somente pelo dinheiro. Pelo sustento da família. Enquanto sonham com a vida que gostariam de ter. Tenho a impressão que isso acontece normalmente nos trabalhos onde mais se aperta parafuso do que se cria. E a atividade de apertar parafusos, não se aplica somente aos operadores braçais. Muitas pessoas com curso superior também passam a vida toda apertando parafusos metaforicamente falando. Ou seja, somente executam o que lhe pedem. Mesmo que diante de um computador. Não criam, não inspiram os outros e não são desafiados em seus trabalhos. Não constroem uma carreira pessoal, vivem à sombra das empresas onde trabalham.  

Me parece que essas pessoas tem uma visão deturpada do trabalho. Historicamente falando, isso pode estar relacionado com a escravidão, ou até mesmo com os traumas de filhos que viram seus pais saírem de casa infelizes para trabalhar somente pelo dinheiro. E também devido ao conceito de mais-valia, onde parte do valor da força de trabalho dispendida pelo trabalhador não é remunerada pelo patrão. Portanto ele é visto como uma coisa ruim. Que tira o seu tempo livre de ficar fazendo o que gosta e o substitui por atividades que não lhe agrada. Mas o que é liberdade senão o compromisso profundo com o que é melhor para você? 

E o que é trabalho então? Buscando rapidamente na internet encontrei que trabalho é "um conjunto de atividades realizadas, é o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta". E o que mais se encontra por aí são pessoas realizando trabalho para atingir as metas de outras pessoas. Por terem escolhido uma profissão que foi indicada pelos pais, pela televisão ou por parentes. Justamente por não saberem o que realmente querem. Mas essa meta não poderia ser a sua?

E nós simples mortais, não podemos trabalhar em algo onde desejemos morrer "tocando"? Exemplos de brasileiros que conseguiram isso são: Oscar Niemeyer, Ivo Pitanguy, Miguel Nicolelis, entre tantos outros engenheiros, empresários, padres e professores próximos a nós. Pessoas que  não são artistas mas mostram paixão pelo trabalho. Longe de desejarem que a aposentadoria chegue logo.  

Como encontrar então o trabalho que realmente te realize pela vida inteira? Eu não sei a resposta. Porém creio que ela passa por uma profunda reflexão do que é realmente importante para você. Por auto-conhecimento. Concluo esse artigo com o vídeo da música "Too Old to Rock'n Roll Too Young to Die" do Jethro Tull, uma crônica musical sobre alguém que se viu obrigado a se aposentar "trabalho" que tanto gostava!!

sábado, 29 de novembro de 2014

Expressões do Mundo Corporativo

                                                        
O uso de expressões nos permite alcançar uma comunicação mais clara no dia a dia. Nas empresas não seria diferente. Elas são muito usadas em reuniões ou discussões de trabalho para que a mensagem seja dita claramente. Separei abaixo algumas expressões engraçadas do mundo corporativo!

Discutir o sexo dos anjos

Normalmente acontece das pessoas se perderem quando estão discutindo um assunto técnico. Em vez de direcionar o assunto para a solução do problema ficam divagando sem sair do lugar. Discutem  algo sem importância prática. Nesse momento elas estão discutindo os sexos dos anjos!

Samba do crioulo doido

Usada quando a bagunça é generalizada. Por exemplo, quando um projeto ou documento não foi bem feito durante a fase de elaboração e consequentemente são encontrados muitos erros. Nesse momento pessoas de várias áreas são chamadas para discutir de forma a encontrar as razões do problema e propor soluções. Mas ninguém se entende.

Maluco do machado

Para a elaboração de um projeto de segurança de uma área, processo ou equipamento é necessário prever os sensores, as fechaduras, as barreiras e os desligamentos automáticos que irão proteger as pessoas de se acidentarem ou executarem uma operação perigosa. Como a possibilidade de ocorrer um acidente é quase infinita, discussões sobre as medidas de controle necessárias podem ser intermináveis. Por isso, em algum momento, alguém interrompe e diz: Só se aparecer o maluco do machado!! 

Eu não quero saber a cor da vaca, só quero beber o leite

Usada por gestores. Normalmente para cortar uma explicação muito detalhada de algum subordinado sobre um serviço ou um plano de recuperação. Para eles o que importa é saber que a data final será mantida e que os custos não irão estourar.

Sabonete ou liso

Define as pessoas que não resolvem um problema. Não se comprometem com uma atividade. Correm de um lado para o outro quando são cobrados ou chamados para responder por um serviço. Nesse momento escorregam feito sabonete deixando a responsabilidade para outros!

Pintar o Pavão 

Usado para informar que o tema será abordado de forma objetiva, sem ficar apresentando informações desnecessárias. Ou seja, sem pintar o pavão! 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Play the Game!




Para ter sucesso na carreira é preciso saber jogar o jogo, ou do inglês, “play the game”. Ou seja, é necessário conhecer as regras, fazer alianças, se dedicar ao que realmente importa, ter foco, entregar resultados e conhecer aonde se quer chegar.

Por outro lado, quem não sabe jogar o jogo coloca muita emoção nas questões profissionais, debocha dos gestores, leva tudo para o lado pessoal, mal sabe o que é feito na organização, não tem visão do todo e tem dificuldade em medir seus próprios resultados. Em resumo, é como um barco a deriva.

Usando o futebol como analogia, onze jogadores entram em campo enquanto a torcida fica do lado de fora gritando, berrando e torcendo, pois é o máximo que pode fazer. Quando o seu time perde choram, brigam, xingam, quebram ônibus e até se matam pois não sabem jogar o jogo, ou seja, não “play the game”. Alguns nem conhecem as regras. Por outro lado os jogadores se respeitam, trocam de camisa ao final do jogo, apertam as mãos, trocam de clube, respeitam as dificuldades uns dos outros. Sabem que não se faz o gol sozinho. Que é preciso fazer parcerias, receber os passes, construir as jogadas. Até mesmo o estado emocional influencia.

Acompanhando as discussões sobre as eleições presidenciais deste ano, me deparei com a mesma situação. Os eleitores me pareceram torcedores apaixonados por um determinado time sem conhecer as regras do jogo, sem saber como se operacionaliza as conquistas de um partido ou de um político. Enquanto de forma diferente os políticos se respeitam por conhecerem as praticas do jogo, apesar do calor das discussões quase levarem os adversários a ultrapassarem a barreira da ética. Vejo um distanciamento muito grande entre o povo apaixonado e os políticos que entram em campo.

A multidão decepcionada por sua vida não ter melhorado num passe de mágica, segue dando bofetadas no seu já conhecido Judas enquanto aguarda a chegada de um novo herói.

sábado, 31 de maio de 2014

Dos Encontros Sociais


Os encontros fora do expediente acontecem com relativa frequência. Alguns são os chamados "happy hours". Logo após o horário de trabalho, em um bar, com muito chopp e papo furado. Sem os familiares. Outros são os churrascos do setor, com ou sem os familiares, agendados com antecedência. Ocorrem após o horário do expediente também. Normalmente comemora-se o aniversario de alguém, a contratação de um estagiário, ou a despedida de um colega. Além desses encontros, há também as grandes festas de final de ano para todos os funcionários.

No "happy our" vai quem quer. O papo é democrático. Normalmente os chefes não estão presentes e são o assunto da mesa. Depois de falar do chefe o assunto muda para as fofocas internas e as especulações sobre os diretores que irão assumir ou deixar o cargo. O pano de fundo das conversas são as criticas à empresa. Ideias para a solução de todos os problemas da organização surgem aos montes, sempre muito bem articuladas. Uma pena que não passam da mesa do bar. Os demais temas são futebol, mulher, criticas ao Brasil e ao governo.

Nos churrascos da área as pessoas vão chegando em momentos diferentes. Primeiro a turma da organização vai acendendo a churrasqueira e enchendo os copos de cerveja patrocinada em parte pelos homenageados. Depois chega a turma que ficou uns minutos a mais na empresa fazendo hora extra. Por último os chefes. Eles também são os primeiros a irem embora. É um momento onde aquele funcionário que não se destaca por meio de resultados para a empresa, se destaca liderando a churrasqueira, a conversa e garantindo que todos estejam servidos. Os chefes e aspirantes ao cargo formam um grupinho e normalmente a conversa é sobre trabalho. A turma mais descontraída se diverte tirando sarro, dando risada e jogando truco. A ordem de saída da turma é inversa a de chegada.

As grandes festas de final de ano tem "boca livre". Em determinadas empresas ou escritórios são organizados "coqueteis", almoços ou jantares acompanhados de um farto "buffet" em um espaço de eventos. Nas indústrias normalmente são os churrascos dentro da fábrica mesmo! A informalidade do vestuário faz os diretores se confundirem com os demais funcionários. Por estarem acompanhados das mulheres e dos filhos humanizam a figura imponente deles. Tem pula pula para as crianças, cerveja para os adultos e música. Samba, pagode e sertanejo.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Discurso do Rei


O diretor da empresa discursou na formatura dos alunos do curso técnico para jovens carentes oferecido dentro da própria companhia. O curso teve duração de um ano. Durante a apresentação, ele exibiu os indicadores com a quantidade total de alunos que já se formaram nesse projeto social e com a quantidade de alunos que foram contratados pela empresa ou foram aproveitados por outras empresas da região. No final enfatizou que os melhores foram contratados.

Essa última frase pode chocar a princípio. Pensemos nos adolescentes daquele grupo que não acumularam ainda vitórias em seus currículos, que foram criados por pais opressores e que não receberam muitos elogios durante a vida. Portanto os mais fracos ou piores. É normal nos sensibilizarmos por eles. Porém, deixemos de lado o paradigma que valoriza os fracos no lugar dos fortes, e que sempre nos faz torcer pelo time que está perdendo. Vejamos as coisas pelo olhar do diretor.

Por que não valorizar os melhores? Buscar os que mais se destacam? As grandes organizações escolhem os melhores porque a sua existência depende disso. É importante procurar ser o melhor no que faz para contribuir com os outros e com a sociedade usando o máximo das suas possibilidades. Mas você pode se perguntar, onde se encaixam os que não são os melhores em nada? A boa notícia é que não nascemos prontos. Estamos em processo de mudança e evolução ao longo da vida. Devemos olhar para nossos adolescentes e ver uma obra em criação. Um rascunho. Em um ambiente propicio ao desenvolvimento e com um empurrãozinho na direção certa eles se tornarão pessoas de sucesso no que se propuserem a fazer.

Entretanto, fomos criados acreditando que uns nascem melhores que os outros. O tal do "dom". Que ou a pessoa é ou não é. E que, portanto alguns estão fadados ao fracasso por não demonstrarem grandes habilidades na infância ou na adolescência. Acreditamos que a vida inteira é uma fotografia do presente.

Por que não ver a vida como um filme onde gravamos nossa história acumulando muitos erros e acertos? Um engenheiro precisa estudar cinco anos e acumular pelo menos mais cinco de experiência  prática para estar apto a exercer plenamente a profissão. Ninguém nasce engenheiro.

Valorizemos então os fortes porém, sem excluirmos os fracos. Criemos um ambiente onde eles encontrem suas vozes para que possam contribuir melhor com a sociedade usando o máximo do seu potencial.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ainda sobre as demissões


O medo de ser demitido é sem duvida a principal preocupação dos profissionais do setor privado. Por mais que não se goste do que faz, o dinheiro que vem no final do mês é importante para pagar as contas, consumir, alimentar os filhos, entre infinitas outras coisas. Como viver em paz então sabendo que o fantasma da demissão pode aparecer a qualquer momento?

Abaixo quatro sugestões para te ajudar a lidar com esse fantasma!

1) Evite ser demitido

Pode parecer obvio, mas muita gente faz corpo mole no serviço, reclama pelos corredores e parece não gostar do que faz. Deixe a hipocrisia de lado e se entregue de cabeça ao trabalho. Seja grato por estar empregado. Trabalhe bem, contribua para o bem da empresa, seja pontual e confiável. De alguma forma você precisa dela, caso contrario você não gastaria suas horas de sol lá!

2) Mantenha sua empregabilidade em alta

Mantenha seu currículo atualizado, tenha uma boa rede de contatos e um plano B engatilhado. Faça cursos, de palestras, estude, leia. Mesmo seguindo a dica numero 1 pode ser que você seja demitido e dessa forma encontrara uma recolocação rapidamente. 

3)  Tenha uma vida financeira saudável

Gaste menos do que ganha. Mantenha uma poupança com o valor de pelo menos 6 (seis) vezes os seus gastos mensais. Isso te ajudara a manter seu padrão de vida por 6 (seis) meses enquanto estiver desempregado. Tente ter uma uma renda a mais alem do seu trabalho.

4) Crie sua própria fonte de renda

Saber que você é capaz de criar renda sem depender de um patrão traz uma segurança. A fonte de renda pode vir da compra e venda de alguma coisa, da abertura de uma pequena loja, de uma franquia ou da venda de comida na rua. Se você não tem um capital inicial para investir, ofereça seus serviços de limpeza, de consultoria, de cozinheiro, de costura, de manutenção de computadores, enfim, use sua criatividade e seja livre. O Sebrae e a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios pode te ajudar nesse processo.


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Das Demissões



No corredor da empresa, duas pessoas conversam sobre o recente acontecimento:

- “O Renato foi mandado embora.”

- “Nossa! Serio? Já foram 3, só essa semana!”

Ambos ficaram um tempo em silêncio. Internamente uma mistura de dois sentimentos. O primeiro de felicidade por não terem sido eles os demitidos. O segundo de angústia porque sabiam que o cerco estava se fechando.

Renato tinha 45 anos. Era um funcionário mediano. As verdadeiras razões que o levaram a ser despedido nunca foram totalmente conhecidas. Isso é comum nas empresas. Talvez tenha sido uma imposição da diretoria devido a uma necessidade de redução nos custos do setor, baixa carga ou mesmo algum desentendimento com o chefe. 

Um pouco mais tarde Renato passa nas mesas das pessoas mais próximas se despedindo com um sorriso sem graça no rosto e os olhos úmidos.

- “Ate mais e obrigado por tudo...”, dizia Renato, entre outras coisas.

- “Que isso? Não foi nada. Boa sorte e mantenha o contato”, respondiam as pessoas sem saberem exatamente o que dizer e sem graça por não se sentirem merecedores dos agradecimentos.

Após a passagem de Renato, as pessoas se encaram cerrando os lábios e levantando as sobrancelhas num tom de lamentação. Algumas arriscam um palpite para o seu desligamento, outros tecem comentários revoltosos se referindo a tamanha injustiça.

Mais tarde, todos recebem um email de despedida composto de agradecimentos aos colegas e a empresa, uma reflexão poética e os contatos pessoais, numa tentativa de manter as portas da empresa abertas.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Uma Reunião Pontual


Já estava no final do dia. A secretaria do departamento passa no corredor gritando o seguinte aviso:

- “Amanha haverá uma reunião com o Diretor às oito horas da manha no auditório. Chegar com pelo menos 10 minutos de antecedência!”

Brasileiro tem fama de chegar atrasado nos compromissos. Atrasar uns 15 minutos pelo menos já é considerado normal. Faz parte da programação. Por isso a necessidade da secretária enfatizar a obrigação com o horário.

Ninguém ia querer chegar atrasado numa situação dessas. Por isso todos ouviram o aviso com muita atenção e se prepararam com muito esforço para cumpri-lo. Uns teriam que acordar 10 minutos mais cedo, outros teriam que modificar a rota para o trabalho. Numa clara indicação de que a maioria não está acostumada a cumprir horários.

Porém, ao contrário dos atrasos que se vê no dia a dia, influenciado pela nossa cultura, quem leva a carreira profissional a sério pratica e valoriza muito a pontualidade. E não poderia ser diferente. Por terem agendas apertadas, diversos compromissos ao longo do dia e várias decisões para tomar, eles valorizam o seu tempo e se aborrecem com quem os atrasa.

No outro dia, conforme o combinado, todos se dirigiram para a reunião com a antecedência solicitada. Uns saíram sozinhos, outros em pequenos grupos. A maioria, enquanto se levantava, chamava os outros.

A reunião se iniciou no horário marcado, o microfone e o projetor já estavam testados e funcionando. Todos estavam em seus devidos lugares. Tudo correu dentro do esperado e toda a pauta da reunião foi cumprida.

No mesmo dia, a tarde, houve uma reunião entre 10 pessoas. A maioria deles tinha participado da reunião com o diretor na parte da manhã. 

Como de costume, o organizador da reunião chegou atrasado e começou a conectar o notebook no "datashow". Enquanto ele ia resolvendo os erros de conexão que apareciam, os outros iam chegando, ocupando seus lugares, comentando sobre os últimos acontecimentos do noticiário ou da empresa. Normalmente era mais de um assunto em paralelo. Não tinha cadeira para todos na sala, pois a sala agendada era para 6 pessoas. Em função disso, as pessoas tinham que pedir cadeiras emprestadas nas baias próximas. Com 20 minutos de atraso a reunião se iniciou. Metade das pessoas estavam ali sem saber por que tinham sido convocadas. Ao final, não foi possível passar toda a pauta. Foi necessário agendar outra reunião!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Processos X Pessoas

Cada pessoa tem um jeito de realizar uma tarefa e armazenar os resultados do seu trabalho. Porem uma organização não pode ficar refém do estilo de cada um.

Em função disso, existem uma serie de normas, procedimentos e processos que regem as atividades das empresas para garantir que independente das pessoas, a empresa mantenha a sua qualidade na realização das suas atividades. A norma ISO 9001 ajuda nesse processo, definindo procedimentos.

No dia a dia escutamos as pessoas reclamando do processo, dizendo que ele poda a iniciativa, atrasa a execução de alguns trabalhos e limita a criatividade.

Por outro lado, a empresa, principalmente as organizações S.A. que são como organismos vivos sem um dono conhecido, usam o processo como uma forma não depender da genialidade de uma pessoa, ou de um grupo de pessoas para existir. 

O resultado é que ha uma discussão silenciosa entre a necessidade dos processos e das pessoas na empresa. No fundo um respeita a necessidade do outro, mas concordam que exceções são necessárias. Ou seja, algumas vezes deixar o processo para traz é preciso e existem pessoas que realmente fazem a diferença!

O certo é dançar conforme a musica!

Marcelo sempre chegava no horário e alguns minutos antes do horário normal de ir embora, pegava sua pasta e saia marchando rapidamente rumo as catracas de saída. Tinha em torno de 50 anos, cabelos grisalhos e uma bela bagagem técnica, porem pouca inclinação para a carreira gerencial.

Enquanto isso, os mais novos, cheio de gás e muita ambição para chegar ao topo, embora muitas vezes sem saber o que fazer quando chegarem la, chegam antes e saem depois do horário, fazendo muita hora extra, sempre a serviço da empresa. 

Isso pode ser explicado porque os mais novos, muitas vezes vindos de outras cidades, não possuem ainda uma rotina bem definida e estão acostumados a dedicação integral das aulas durante o período da faculdade.

Ao contrario, os mais velhos, possuem sim uma rotina bem definida, com atividades sociais envolvendo encontros familiares e responsabilidades com os filhos. Com exceção, eh claro, dos mais velhos que figuram no topo da piramide. Esses se dão ao luxo de fazer horas extras pela empresa e ter um estilo de vida parecido com os mais jovens.

Recentemente, a empresa proibiu os funcionários de trabalharem ate mais tarde para diminuir os custos. Com isso os mais jovens se juntam a Marcelo na sua marcha rumo aos portões de saída da empresa no horário normal de trabalho!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quer virar chefe? Então vai almoçar mais tarde!



Quando me atraso para ir almoçar encontro no meio do caminho gerentes, diretores e aspirantes a chefe em marcha rumo ao restaurante. Esses almoços tardios rendem bons networkings, conversas com chefes e pessoas influentes de outras áreas. 

A impressão que dá é que existe um código secreto de comportamento correto na empresa e almoçar mais tarde é um deles. Assim como caminhar rápido pelos corredores segurando papéis ou um notebook e atender ligações no viva-voz. Essas atitudes realmente causam uma boa impressão.

E o contrario também se aplica. Uns 5 minutos antes do horário regulamentar para o almoço, já se escuta a agitação das pessoas caminhando apressadas em direção ao refeitório. Sempre em grupos, contendo funcionários que não se encontram em nenhuma linha de sucessão. Quando um deles começa a se destacar e a se diferenciar na carreira, ele adia sua saída para o almoço em alguns minutos, ate se ajustar ao horário dos chefes. 

Fica então minha sugestão, saia para almoçar mais tarde e sozinho!

domingo, 4 de agosto de 2013

"Se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seriam ruim"

A frase do título deste artigo foi retirada da música dos Engenheiros do Hawaii, "outras frequências". Ela me faz refletir que muitas pessoas não alcançam sucesso nas suas atividades não por preguiça de seguir o caminho das pedras, mas por não conhece-lo.

Filhos de famílias mais abastadas e esclarecidas são direcionados de alguma forma pelos pais para o caminho das pedras.

Enquanto que os filhos de famílias mais pobres, que são maioria no Brasil, acabam ficando largados à deriva, sofrendo pequenas influencias desorganizadas dos pais, de algum parente, colegas do bairro, televisão, escola, etc. As consequências disso são pessoas presas a velhos conceitos, com criatividade limitada, desperdiçando seu tempo sem canalizar todo seu potencial nas suas atividades. Por isso informações sobre onde encontrar o caminho das pedras me atraem.

Em uma sociedade complexa e cheia de possibilidades como a nossa, existem uma infinidades de caminhos das pedras. Mesmo assim vou dar algumas sugestões.

Sites e revistas como VOCE S/A, EXAME, Pequenas Empresas Grandes Negócios e rádio CBN ajudam a encontrar o caminho das pedras por meio das suas matérias.

Todas as fontes que eu citei são da área de negócios. Isso acontece porque as pessoas dessas áreas estão mais avançadas na procura do caminho das pedras.

No fundo tudo se resume a ter um objetivo, ou um sonho, se os mais humanos assim preferirem, e colocá-lo em prática. Existem diversos métodos para fazer isso. A maioria deles se direcionam ao mundo corporativo pois nessas áreas existem pessoas interessadas nesses conteúdos. Mas esses métodos se aplicam a um professor, escritor, músico, alguém que trabalhe com filantropia, estudante, filósofo, etc.

Segue, para finalizar, um exemplo uma entrevista no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, sobre gerenciamento da carreira: